quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Noite

Talvez seja isto que falte. Uma música, um vinho, um cigarro, um amor. Tudo o que há agora é este calor abafado e o silêncio da madrugada. Luz branca, artificial. Tela do computador, imóvel e indiferente. O mesmo discurso de outros tempos; outros lugares. A mesma sensação de sempre. Um eterno inconformismo que vai se cansando e, aos poucos, transformando-se em tédio. Aquele sono acordado sem vontade de dormir – um torpor permanente, eterno. Em mais uma noite dessas eu penso. Lembro. Faço uma retrospectiva analítica da minha vida. Construo possibilidades mentais que nunca se realizarão. Volto a fita e vou para o outro lado da encruzilhada há quatro anos atrás. Tenho a esperança de que assim eu não acabe perdido sozinho no meio de uma grande metrópole suja e abafada. Sem ninguém. Filmes velhos na tv. A tela do computador indiferente, há anos nos mesmos sites. Eu, há anos no mesmo ciclo. Tenho impressão de que as palavras já foram repetidas à exaustão. Agora só o silêncio faz sentido. Buscar a resposta no nada, no branco, no vazio. É o que resta quando tudo não bastou.

2 comentários:

Pramod Negi disse...

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Lílian Almeida disse...

Ryan, gostei do post. Talvez falte “uma música, um vinho, um cigarro, um amor”, ou não falte nada disso, ou falte algo muito além disso.
Sim, “as palavras já foram repetidas à exaustão”. As respostas podem estar no branco do papel, no vazio ou muito além, creio que elas estão no entrelugar.