quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A cultura dos incultos

Por que, atualmente, as aulas em universidades baseiam os seus conteúdos no ritmo de aprendizado de alunos que não teriam a menor capacidade de estar dentro de uma universidade? Visando elucidar este problema, o presente texto irá apresentar algumas questões para reflexão.

Inicialmente, devemos propor-nos a investigar as causas deste fenômeno, que cada vez mais atinge as universidades brasileiras. É possível considerar que o problema advém da necessidade das universidades particulares manterem seus alunos. Os altos preços podem ser pagos apenas por uma pequena parcela da população, sendo que, seria financeiramente inviável para as estas universidades perderem alunos por causa da elevação da qualidade e da exigência em nível acadêmico.

Juntamente com estas questões, podem-se incluir as políticas governamentais – que afetam principalmente as universidades públicas. O governo brasileiro precisa mostrar uma evolução no nível de educação da população para os organismos internacionais. Só que está evolução não se dá na qualificação da educação brasileira, e sim no aumento da parcela da população que tem acesso a uma educação formal. Ou seja, as políticas públicas visam quantidade, e não qualidade. Seu interesse é apenas em termos de números e percentuais.

Tendo em vista estas duas questões básicas – que podem ser desenvolvidas em inúmeras outras –, não é difícil compreender como o Brasil despeja quantidades absurdas de profissionais mal-preparados no mercado de trabalho todos os anos. A política dos números nas instituições públicas, e a política do dinheiro nas instituições privadas, estão carcomendo a educação brasileira de dentro para fora. O resultado disso poderá ser observado daqui a alguns anos, num cenário em que o Brasil terá grande parcela de sua população com uma “boa” escolarização em termos oficiais, mas que ser revelará como o país da educação oca, da ignorância diplomada.

5 comentários:

Ryan Mainardi disse...

Três textos-exercício. Mas eu continuo detestando crítica social.

Samla disse...

1) Adorei teu comentário acima, porque eu ia logo dizer que pra quem detesta crítica social tu tinha se empolgado.

2) Esse texto me fez pensar sobre o ENEM, que é o que tá mais próxima da minha realidade. Todo mundo sabe que o nível da prova do ENEM é bem baixo. Aí vai ter gente sem capacidade entrando no universidade. O governo sempre quer mostrar serviço na àrea da educação, mas ao invés de investir na educação básica, dá uma "facilitada" para entrar no ensino superior. Vergonhoso.

Pam disse...

coisa chata mesmo... =/

Alessandra Zelinda Bessa disse...

No Brasil o ladrão(milionário) é visto como glorioso, notável ,forte etc ...E não é preso.
O honesto é visto como otário, besta e fracassado...E vai preso.
Quem estuda é otário
Quem trabalha é hiper otário
Quem não estuda é esperto
Quem rouba é mega esperto
A educação não é algo valioso para os governadores, eles não ligam para isso,pois a única coisa que realmente importa é o dinheiro advindo da fácil corrupção.

Alessandra Zelinda Bessa disse...

E vai enganando o povo com a educação oca ,ludibriando a ignorante população brasileira.