terça-feira, 13 de novembro de 2007

Coisas.

Por que a intensidade dói?

Vou até a sacada sentir o cheiro da noite. Cheiro de poluição suja e de vidas imundas. Gosto amargo de canela na boca. Desejos e ânsias. O corpo quase não cabe em si mesmo de tanta vontade. Sei lá de quê.

Talvez de se jogar. De cabeça. Lá embaixo. No asfalto escuro.

A noite traz saudades.

Saudades de passados, presentes e futuros. Saudades de cores e amores. Saudades de dias entre as noites e de momentos entre os vazios. Saudade de calor no meu coração frio. Saudade de vida na minha existência.

Tudo isto que sou eu é um grande nada. Vazio. Abstrato. Além do entendimento.

Escuro e frio.

2 comentários:

Anônimo disse...

Compreendo cada palavra...
Cada espaço entre linhas...
Cada dúvida...

Também sinto minha alma fria, escura e vazia...

Também tenho saudades de certas coisas...


E tu não és abstrato, embora ache que ninguém tenha a capacidaade de compreendê-lo... Isso é muito além desse tempo (mórbido e caótico)... Muito além de ti mesmo...

Tu não és o único...
Em nada... e dói sim... Pois na realidade todos somos um monte de nadas...

. . . OP

Lili disse...

Pq nós somos escravos do prazer/dor máximo.

E isso não é ao todo ruim.